quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

A única certeza é a dúvida.

A libertação de um desejo feito em exagero altera o ego. A força física quebra barreiras, mas também encadeia guerra.
Por mais que tenhamos paciência, o perigo ataca a si próprio.
Progredimos lentamente, adaptando nossa mente a novos costumes.
E aquela velha expressão de desespero some.
Logo em seguida vem um holocausto de sentimentos em vão... que tentam interpretar a realidade.
E seu cérebro trabalha em função de exorcizar toda a negatividade criada dentro de si mesmo.
E a razão faz com que você acredite que sempre faltou alguma peça. Ou de que você veio faltando alguma.
Mas você só quer achar uma fuga, um descanso, encontrar a sua própria paz...
Construir uma base que produza bons fundamentos e menos preconceito.


domingo, 26 de dezembro de 2010

Ao deserdar seus filhos invisíveis

O que há de mais lindo
Seus olhos não veêm
Ao cair da noite
Seus demônios acordam


Tal fascinante
Tal promissor
Me atinge
Conforme mudam as estações


Intrépido mal olhar
Fumaça arisca
Imersão no subconsciente
Desligam seus motores
Culminam,
Mergulham...
Sua força reage
E lhe deixa à deriva


O que há de mais lindo
Seus olhos não veêm
Ao cair da noite
Seus demônios acordam


Tal fascinante
Tal promissor
Me atinge
Conforme mudam as estações



Imersão no subconsciente
Desligam seus motores
Culminam,
Mergulham...
Ao deserdar seus filhos invisíveis
Sua força reage
E lhe deixa à deriva


Sua força reage
E lhe deixa à deriva




quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Aprender a língua eslava


"Nenhum país recentemente passou por uma transformação tão profunda e radical como a Rússia de hoje. Abandonou um regime político-econômico que perdurou por mais de 70 anos, o do Socialismo, e lançou-se em reformas que visavam alterar sua própria essência."


A "Voz da Rússia" apresenta para os seus ouvintes a possibilidade de conhecer um pouquinho da língua russa. E a melhor maneira de apreender qualquer idioma é de escutá-lo e falar. Um exemplo brilhante disso é dado pela radiojornalista brasileira Lúcia Leme. Ela faz um "curso" - um tanto conciso mais intenso - do russo, guiada pelo tradutor e jornalista Aleksandr Krasnov.

Segue link. http://portuguese.ruvr.ru/radio_broadcast/15198541/


Acerca da língua Russa
Lomonossov escreveu: "
Carlos V, imperador, aconselhava a falar: com Deus em espanhol, com os amigos em francês, com os inimigos em alemão, com as damas em italiano. Mas se Carlos V conhecesse a língua russa, diria, certamente, que em russo se pode falar com todos: com Deus, com os amigos, com os inimigos, com as damas, porque a língua russa tem a majestade do espanhol, a vivacidade do francês, a força do alemão, a leveza do italiano e, além disso, a riqueza, a expressividade e a concisão do latim e do grego".

Conheça mais sobre os costumes russos

http://www.sairdobrasil.com/2009/03/01/conheca-mais-sobre-os-costumes-russos-e-evite-cometer-gafes/


Chat russo http://www.weirdtown.com/find/chat/where/russia_chat.jsp
Chat internacional http://chat.icq.com/icqchat/



APRENDA RUSSO!

No Centro de Cultura Eslava - Lapa, Rio de Janeiro
www.culturaeslava.com.br
TEL. 2221-3967


sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

A Porta da Saída

Haveria apenas paz
Se por um segundo
Cruzar-me os braços
E concordar com os demais?

Se no entanto me sinto
Andando num labirinto
Não há razão
Que impeça de ter meus instintos..

Lembrar que as estrelas à mil anos
Estão ali
E há cárceres por todo lugar
Que tentas se sentir livre

Por que não encontra um atalho?
Tráz de volta as memórias
E alimente este rosto lúrido
Com um pedido de perdão?


Haveria apenas o respeito
Condenado ao suplício
De odiar a si mesmo
Mas não querer ficar sozinho?

Lança-me ao mar
Mas não duvidaste da minha verdade
Ajude a nivelar-me
Apaziguar meus ânimos
Conter as incertezas
E o medo de perder

Contido com sorrisos discretos
De uma longa vida a conhecer
Rua cheia e escura
O estalo das portas
E o canudo na mão.

sábado, 4 de dezembro de 2010


O Silêncio leva ao Transtorno

O que parece ser uma diferença
Nos iguala em um capítulo submerso
Águas passadas, águas ao menos
Águas fervidas sem nenhum comprometimento...

Quando calamos o aparato
A turba se extingue
E o desfile acaba

Você pode salvar a sua própria alma?
Você pode salvar a sua própria alma?

Sorrimos então,
Por cada gesto íntegro
De mãos dadas com o inimigo
Só não me perguntem se está tudo bem

Corpo feito pro pecado
O silêncio leva ao transtorno
Sangue puro se torna doente.

Preso nos escombros
Tento me reerguer
Perto avisto tua sombra
Que a luxúria a perpassar consome

Esqueço-me de novo quem um dia quis ser
Recusam-se a alimentar essa fúria
Fazem parar de crer.
O eco responde...


Você pode salvar sua própria alma?
Você pode salvar sua própria alma?

A raíz da inocência
Está perdida
O silêncio leva ao transtorno
Sangue puro se torna doente.

O anoitecer me gera dúvidas
Mas de quem é a culpa?
De quem é a culpa?
Quando calamos o aparato
A turba se extingue
E o desfile acaba


Você pode salvar sua própria alma?
Você pode salvar sua própria alma?

Você pode salvar sua própria alma?
Você pode salvar sua própria alma?


quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Olhar lascivo

Há dias em que me nega,
Servir-lhe seu exício
Que apresenta um ar altivo
Até a última lágrima cair,
Dura meu hábito passional
Qual coincidência me trás uma cura?
Deitar-me em teus ombros
E consolar seus aflitos
Aos pés do muro
Te ver indo embora...
Aos pés do muro
Te ver indo embora...

Seu olhar lascivo
Me rouba pedaços
Que pela má índole
Ferve até a boca
Arfava o peito
E me arqueja durante teu desdém

O que sobrou do resto
Não conteve a sede
Perante a noite confusa
Lembro-me de teu adeus
Que me fugiste
Mas deixaste em mim teu cheiro.

sábado, 20 de novembro de 2010

Lágrimas Carregadas

Carrego minhas mágoas
Junto a minha mente
Que me sufoca
Quem dera não nos enganasse
E tivéssemos os mesmos planos
De encontrar a paz concreta
Olhar a simplicidade
Em um casal de idosos
De mãos dadas
Parecem tão felizes
Morreriam se algo o afastassem.

O amor se constrói
Mas ninguém me disse que ele pode desabar...

O amor se constrói
Mas ninguém me disse que ele pode desabar...

Aviso prévio
Fluxo lento
Emboscada silenciosa
Sentença irreversível.

Minhas lágrimas me consomem
Torno à ser tão fria

Meus pensamentos se afogam
Deixam um completo vazio

Escapar.
Recomeçar.
Parar de se perguntar...
Se sobrou algum resto

Levantar e caminhar
Procurar alguma motivação..
Um novo lugar.
Para abrir minhas asas
E começar a voar...

Minhas lágrimas me consomem
Torno à ser tão fria

Meus pensamentos se afogam
Deixam um completo vazio



O amor se constrói
Mas ninguém me disse que ele pode desabar...

Felizes são aqueles
Que sabem lidar com suas perdas.

Felizes são aqueles
Que sabem lidar com suas perdas.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Flores enterradas

Planos conjugados
Carga de pressão
Uma rotina compacta
Ensinamentos em potencial
Uma catástrofe ambulante!

Deslocados em seu interior
Espírito inerte
Beleza murchando
Palavras enigmáticas
Como flores enterradas!

O estridor das armas
Rostos desfigurados
Cujo caminhos são os mesmos
Para a ilha da culpa
E a misericórdia do escravo

Fúria prudente
Pavor súbito
Quadrilha contida.
Emerge das cinzas
O quadro é mais amplo
Do que qualquer instinto ranzinza.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Mar de sangue

Mar de sangue que me engole
Por inteira
O outro lado da vida
Me chama
Deixo que me engane
Deixo que me consuma
Nem a lua me impede
De morrer serenamente
Extinguir a minha sede
Fazer que cesse de queimar
Pôr fim aos meus ossos...
Que sustentam meus orgãos
Que alimentam meu coração
Recipiente sujo, sem ligação...
Com qualquer veia ou razão.
A minha vontade é mais forte
Do que qualquer salvação!

sábado, 13 de novembro de 2010

O Resto da Decadência que é Viver

Me sinto segura
Sem destino
Andando só
Contemplando cada paisagem obscura,
Eu sou o meu único amigo
E não há nenhuma cura.
Sensação de euforia e prazer
A droga faz o seu dever

Fuga para o submundo
Uma insanidade passageira
O Resto da decadência que é viver
Não me importo se morrer
Não me importo se morrer

Eu sou o meu único amigo
À beira do perigo
Ninguém pode me salvar
Porque a minha alma
Está cortada em pedaços

Tudo que eu queria era um abraço
Tudo que eu queria era um abraço

Indo mas a fundo
Parece tão triste
Como me tornei tão desprezível

Indo mas a fundo
Parece tão triste
Como me tornei tão desprezível

O Resto da decadência que é viver
Não me importo se morrer
Não me importo se morrer

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Poros formigando

Choques cardíacos
Pura fobia
Nessa incrível ação contínua
De deixar saudades
Brilho eterno de uma vontade
De pedir piedade!
De voltar aos velhos tempos
E acabar com toda essa extremidade

Recordação suave
Melancólica de pessoas ausentes
Poros formigando
Em minha consciência
Restando apenas minha resistência
De querer a paz
Mas sentir a turbulência...

Se esse é mesmo o meu destino
Diversificando lugares e amigos queridos
Não reconhecendo-me mas por inteira
Apenas esperando pela sua entrega
De não me deixaste assim tão cega!
Apenas esperando pela sua presse
Esperando que alguém viesse!

Poros formigando
Em minha consciência
Restando apenas minha resistência
De querer a paz
Mas sentir a turbulência...

De querer a paz
Mas sentir a turbulência...

De querer a paz
Mas sentir a turbulência...

sábado, 6 de novembro de 2010

O inverso de corpos sonoros
É a natureza falhando contra o pessimismo. Mostrando-lhe a chave falsa para a porta das realizações. Enganando-lhe com a conformidade, de habituar-se aos costumes. A sagrada comunhão de fiéis todos aos domingos. A maldita fórmula de bilhões de séculos atrás da equação. A insônia persiste. O medo consome.

Para alguns, chegamos ao limite. Para outros, estamos em uma constante transformação, que a história nos deixou seus restos e tradições para carregarmos em nosso cotidiano. E tudo leva ao preconceito. Porque é diferente. É novo. Novos vícios, novas manias, novos remédios, novas técnicas de terapia...
Por isso há aquelas pessoas que se afastam do incomum.
É uma maneira de se prender ao passado.
De tentar resgatar tudo aquilo que se foi com o tempo.
Recusar-se a reconhecer que o mundo mudou. Abominar a cultura moderna, que faz com que a tecnologia desestruture nossas vidas, substituindo tudo o que havia de mais simples. Abalando nossa comunicação familiar e nos deixando cada vez mais estúpidos. Distantes, sedentários. Onde criamos uma vida virtual.
Um homem com seus desejos insaciáveis pode arranjar uma companheira com facilidade em alguns minutos de conversa em um bate-papo!
Qualquer pessoa pode assistir um velório online!!
Bingo! O problema é esse. Tá tudo muito moderno demais!!!
Estamos vivendo em um mundo superficial. As pessoas não se satisfazem! Um mundo que precisa ser recuperado de alguma forma. Talvez lançando outra forma de vício que não nos prenda a uma máquina!



Amanda Britto Barrozo

O desejo oculto está presente em sua alma.
Captando cada sentido categórico, místico,
sem a necessária clareza ou precisão.
E o pânico conduz. Deixamos a efervescência tomar conta por completo, até nos sentirmos transparentes.
O fardo dos dias iguais acumula-se. Acostuma-se...
E tudo se torna tão artificial. Afetado pela magnitude de problemas ocasionais, emocionais.
Às vezes é tão intenso, que supre a luz do dia. E não nos conhecemos mais...
Ouvir. Falar. Contribuir para um desenvolvimento melhor. Com menos insegurança, mais sábio!
A palavra é um atributo do homem. Mas não é sempre que ouvimos o que queremos. Não é sempre que ouvimos a verdade. Não é sempre que poupamos nossas lágrimas!
Desfrute de suas qualidades. Procure uma fuga que lhe faça o bem. A cabeça não aguenta... Queira a paz, para que sua mente fique limpa, purificada!
Mas deixe que sua própria permanência de vida flua naturalmente. Mesmo que o vazio apodere-se de sua alma, por um momento; pare para pensar: O verdadeiro estímulo está naquele que acredita.

Amanda Britto Barrozo

A Presa de um Predador

Mistura imaginária
Conturbada e sugestiva
Saqueando todos os efeitos inofensivos
Deste cenário auto-destrutivo

Consequência direta de uma mente subversiva
Proponha-nos seguidores
Ou juízes para nos intervir
Constatar nossa expansão refugiada e nos traduzir

Convenhamos, que nosso naipe é abstrair
Toda a expulsão de restos
Que nos fez expandir
Um lado inspirador e libertador

Que quer colher seus frutos
E ser um vencedor
Mas antes salvar
Um pedaço de si sombrio e devastador

Entre fugas e derrotas
Um pequeno passo de um sonhador
Entre risos e rumores
A presa de um predador

Entre tribos e lugares
Uma pequena conquista poética
Entre dor e paixão

Uma grande otimista direção

Toda sua demanda de nos perseguir
Conspirando a alma pequena que está a se propagar
O ruído de espíritos
Vagando pelos corredores
Conduzindo-nos para o sacrifício
Terror retrocesso
Já não sei mas se foi um excesso
E nem se faz parte do processo
Vozes à procura
Já não sei mas se é loucura.



Amanda Britto Barrozo


quinta-feira, 4 de novembro de 2010



Oh, Menina, Se Prepare Para Pousar

Sua lamúria lhe umedecia seus olhos
Tão descontente menina, por que choras?
Razão que me ensina a pôr termo a
Composição de matérias vivas
e um chamado estarrecido

Oh, menina, se prepare para pousar
Em contrapartida com suas dúvidas ingênuas
Não lhe impedem de sonhar

Me empolga o teu simples olhar
Estabelecendo uma conexão
Entre seus risos e prantos

Vácuo incauto navega pela solidão
Relâmpagos revoltos a faz ardente


Oh, menina, se prepare para pousar
Caso haja chegado o momento,
Com que se açoita e lhe faz sentir
O despertar de um desejo
Exala o aroma doce
Da menina ao se despir.

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Amanda Britto Barrozo



Eterno encanto de uma criança retraída

Fluidos oriundos de sua mente fragilizada
Reunindo-se apenas com o espiritual desbotado
Expandir seu lado interior arrasado
Com seu próprio medo de enxergar.

Tentaste adaptar seu encontro assim tão adorável?
Entendo-me tão bem com sua integridade incomum
Desempenho peculiar que se realiza aos espantos da vida
Tentaste apenas mostrar sua genética não convivida?

Eterno encanto de uma criança retraída
Eterno encanto de uma criança retraída

Diga me por que tantas formas de ti por em castigo?
Lágrimas ocultas excedem o natural
Capítulos irrecuperáveis transformados em ruídos
Culpando-se pela passagem que fez durante a vida

Eterno encanto de uma criança retraída
Confusa demais para se expor às feridas
Eterno encanto de uma criança retraída
Que tenta entender o rumo de sua vida.

Isolamento sensato queimam meus sorrisos
Mas me mantêm à salva com tanta franqueza
Eterno encanto de uma criança retraída
Confusa demais para se expor às feridas

Transcendendo todos seus limites que tanto lhe cobriam
Que posso chamar de meus queridos amores
Minha família.



Amanda Britto Barrozo


quarta-feira, 3 de novembro de 2010

It's The End Of Burning Love

I gave my all for you
My soul
My pains
My Cure.

And it all remains a puzzle
My itinerary
My choice
In my hands.

And all became so obvious
We were not so close to each other
It's the end of burning love


And falling in my words
Unless it's so cold
It's the end of burning love
It's the end of burning love
It's the end of burning love.


- Amanda Britto Barrozo

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Típico trintão

Típico trintão
Escondendo-se de suas verdades
Enraizado de seus problemas
À beira de um colapso
Que por alguma incoveniência
Vieram parar em minha vida desacreditada,
É triste como sua vida se tornou
Não pensa em pedir piedade?
Não pensa em pedir piedade?

Continue com sua vida sem sentimentos, VAZIA
Que eu continuo em busca da MINHA FELICIDADE.

Continue rodando pelos bares a procura de mais uma vagabunda
Porque no seu caso não há mais nada à fazer

Não há mais nada à fazer...
Não há mais nada à fazer...
Não há mais nada à fazer...

Mas lhe digo que confiei em você,
Acreditei que eu era importante para você
Mas no seu caso,
Você perdeu mais uma
Que caiu em sua armadilha! Que maravilha!
Menos problemas convencionais de uma garota
Que pensou encontrar uma fuga na sua derrota...
Dizeres amparados
Dizeres dissimulados.


Continue trabalhando igual a um desgraçado
Que eu prossigo com o meu extermínio ao seu lado!

Continue com sua vida sem sentimentos, VAZIA
Que eu continuo em busca da MINHA FELICIDADE.

Continue rodando pelos bares a procura de mais uma vagabunda
Porque no seu caso não há mais nada à fazer


Não há mais nada à fazer...
Não há mais nada à fazer...
Não há mais nada à fazer...

Amanda Britto Barrozo

sábado, 30 de outubro de 2010

Aos meus inimigos

Implacável.
Insaciável.
Inesquecível.

Aos meus inimigos,
Falo algo mais do que uma noite embriagada
Pacificamente amigável
Excessivamente inconveniente
E que eu por ti, se torturado for
Deixe meu corpo em algum lugar confortador...

Aos meus inimigos,
Contentando-se apenas com isso?
Terapia compulsiva à almejar
Deixe de ser por um instante assim tão bipolar!
Seu pequeno manual é lido em todo lugar
Esperei meia hora.. Vou embora.

Alianças contínuas
Separando-as de seu sonho
Não consegue sentir como isso é estranho?
Promovendo sofrimento à toa, sem nenhum ganho...
Aos meus inimigos,
Sem esquecer seu medíocre rebanho!

Comovendo-os encantadoramente
Supostamente caindo em minha armadilha
Atrair predadores, cães farejadores
Não são o suficiente...
Com suas manivelas super potentes
Desarmando bombas incessantemente.

Aos meus inimigos,
Que se devore com seus restos que os- trouxeste!


Amanda Britto Barrozo

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Gritos Obstinados

Perdendo o controle
Caindo em tentação
A hora é essa
Não precisa de nenhuma inovação
O que lhe disse sobre espíritos?
Tem algum deles por aí
Esperando nossa aposta de redenção...

Gritos obstinados lhe fazem lembrar
De como a nossa união está em pleno ato de vigorar
Cemitério de provocações
Nossas vidas de precauções...

O que lhe disse sobre anjos?
Há um deles vigiando por nós
Guardando um destino junto de ti
Só a alguém que pode me fazer rir!

Gritos obstinados lhe fazem lembrar
Sobre qualquer mísera raiva que possa tomar conta do lugar...
Cemitério vai enterrar
Nossas intrigas fúteis querendo nos separar...
Talvez nosso sepultamento também fique por lá.

O que lhe falei sobre amor?
Sobre qualquer defeito nos devorar
Caçando toda a nossa inocência devagar
Gritos obstinados lhe fazem lembrar
De como nós dois nos encontramos para sem dúvidas...
Nos aflorar!

Amanda Britto Barrozo.

terça-feira, 26 de outubro de 2010


Atalho dos Sonhos Perdidos

Contemplar as estrelas no céu, olhar cada detalhe e ter que dizer adeus
Você também não aceita como tudo se tornou?
Tão triste e distante, não há mas como agradar
Participar dessa contaminação de falsidade espalhando-se por todo lugar.

Para que ousar misericórdia, encher de rancor nossas vidas tão vazias?
Procurar feridas escondidas em um recomeço paradisíaco, meu querido?
Tentar preencher teu coração, sendo que não me vejo mas em uma direção...
Ultrapassando teus planos e caindo tuas mágoas...

De pequenas idéias não concluídas, até o momento não me via em uma grande corrida...
Francamente, não me faça promessas perfeitas de uma vida!
Mas não quero ter que ver sua partida.
Atalho dos sonhos perdidos...
Atalho dos sonhos perdidos...

Mas, minha querida, por quê tanta indignação?
Não se veja como uma nuvem cinza escurecendo tudo aquilo de mais lindo,
Encarregando-se de uma ríspida aventura sem fim...
Já não parece mas que está tão perto de mim.

Amanda Britto Barrozo.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Mais uma vez

Através de seus olhos posso ver suas mentiras
Escondidas sob esse estardalhaço
Não me fale de meus defeitos
Porque já cansei de pensar neles.

Mais uma vez
A fraqueza de mão dada com o forte
Mera coincidência?
Restam apenas algumas evidências?
Ou propostas de má intenção?

Não me mostre como sou desequilibrada
Porque por dentro nosso coração bate igual
Desenvolva nossa inteligência
E não nos deixe assim tão inconsciente

Mais uma vez
A fraqueza de mão dada com o forte
Você sabe quem tem a sorte?
Ou também está ilhado e inconformado?
De onde suas escolhas foram parar
Parece que ninguém entende
Seu transtorno nada espetacular...
Parece que ninguém sente
Algo profundo que pode ti matar...

Mais uma vez
Posso ir lá fora pensar e respirar?
Talvez seja uma incongruência e peças fora do lugar
Me chamando outra vez
Pra subir e abrir a mente
Conhecendo meu subconsciente
Extasiado de fantasias e alucinações sem significado
Parece um mundo ilustrado e ilimitado
Dessa gente que não percebe quem está chapado
Ou é apenas meu riso que estava congelado?
Mais uma vez isso me distrai
"Você não quer um pouquinho mais?"















Amanda Britto Barrozo

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Espelho Fragmentado

Olhando para a rua embaixo de casa...
Vejo os moradores de rua com seus rostos tão aparentemente felizes.

- Mas, mãe, como podem ficar tão felizes se estão debaixo da chuva, sozinhos e passando fome?

- É tudo como um grande carrossel...

Tem seus dias coloridos e mágicos,
Em que tudo os fazem abrir um sorriso no rosto, como se fosse uma criança em um grande carrossel,
E como tem a simplicidade como lei de sobrevivência,
Mesmo não sendo notados...
Tem seus dias que precisam mudar de cidade... como todo parque de diversão.
Conhecer novos ares, novos horizontes, chamar a atenção de outras pessoas. Como um malabarista cego.
Muitas das vezes isto se torna uma necessidade.
Tem seus dias que se quebram, que vão perdendo a cor e precisam ser consertados e renovados.
Mas a música sempre está tocando e nunca é tarde demais para os anjos que o-estão protegendo,
Basta acreditar firmemente que estão ali.
São como crianças alegres brincando em seu carrossel
Uma ou outra pode cair e se machucar,
Mas não espere por ninguém para lhe ajudar, é só se levantar!

Ei, Não consegue ouvir o som?

Pense na sua música predileta e imagine-o rodando e rodando, com suas cores e seu brilho ofuscante fazendo todas as pessoas... não importa o quanto tristes foram... por quantas perdas sofreram e quanto de dinheiro elas tem...
Todas estão tão misteriosamente felizes, que já nem ligam mas para isso.

- Ual! Funciona mesmo mãe. Vou sonhar com todos os tipos de carrosséis, das mas diversas cores e cavalinhos me guiando sempre com seus anjinhos ao meu lado.


















Amanda Britto Barrozo

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Dois dias perdida no deserto

Dois dias perdida no deserto
Dois dias conversando com Deus --- Somente Ele e Eu
Dois dias sozinha tentando não pirar
Dois dias é o tempo que precisa para pensar,
Será que em toda sua vida só ficou a se rastejar?
Ao pé dos outros sobreviver
Aprisionada em sua mente sem nem perceber.

Dois dias para aceitar quem você é
Dois dias para reconstruir todas as feridas ali
Atos inconsequentes que cometeu
Me desculpe Senhor, aquela ali não era eu!
Dois dias no meio do nada
Dando um tempo para o que fiz de errado
Dois dias no deserto de amor resgatado

Final de semana bem incomum
Estou praticando apenas meu jejum
Não fui me drogar --- E aqui ninguém vai me julgar
Como perdedora, fracassada, maconheira mal amada
Prisão sem celas, areias amarelas, brisa fria e lua cheia
Ninguém vai ti magoar
Amigo, não se culpe, comigo você pode conversar!

Dois dias no deserto de amor resgatado
Porfavor, meu Deus, não me deixe assim tão carregado...
Dois dias perdida no deserto --- Tentando me reecontrar.
Dois dias conversando com Deus --- Somente Ele e Eu
Dois dias sozinha tentando não pirar
Dois dias é o tempo que precisa para pensar!
Será que em toda sua vida só ficou a se difamar?

Amanda Britto Barrozo

domingo, 10 de outubro de 2010

Pescador da Meia Noite

O sol se vai e a noite começa
Como um filme de pescador
Ou uma noite fria de terror...

Madrugadas inteiras ali atordoado
Esperando apenas pelo seu prato
O tempo é cada segundo contado

Pegarei todos e os comerei com carinho
Tubarões o cercam e o ring começa
Sem pressa, sem pressa, sem pressa...

O mar é o meu amor
E os peixes são meus filhos
Mortos e abortados.

O mar é o meu amor
E os peixes são meus filhos
Mortos e abortados.

Agora Netuno vai ficar muito irritado
Roubando seus frutos e decepando seus escravos
Uma sereia agora seria bem excitante para um tarado

Agora Netuno vai ficar muito irritado
Roubando seus frutos e decepando seus escravos
Uma sereia agora seria bem excitante para um tarado

O mar é o meu amor
E os peixes são meus filhos
Mortos e abortados.

O mar é o meu amor
E os peixes são meus filhos
Mortos e abortados.

Madrugadas inteiras ali atordoado
Esperando apenas pelo seu prato
O tempo é cada segundo contado

Pegarei todos e os comerei com carinho
Arrancando cada cabeçinha bem devagarzinho
Esfaqueando seus olhinhos e botando tudo na boquinha
Ahahahahahahaha

O mar é o meu amor
E os peixes são meus filhos
Mortos e abortados.

Agora Netuno vai ficar muito irritado
Roubando seus frutos e decepando seus escravos
Uma sereia agora seria bem excitante para um tarado

Ahahahahaha.



Amanda Britto Barrozo

sábado, 9 de outubro de 2010

Senhor, porfavor, resgate todas nossas pérolas escondidas!

Não esconda quem tu és
Como uma linda pérola seguindo seus passos
À frente de todo esse estardalhaço.

Não deixe se acostumar com esse desvio inaugurado
Cheio de invasões de coiçes
E prontas ciladas

A noite saceia seu apetite instantâneo
Mas reprime teus desejos de uma vida
Rodeada de loucas façanhas

Meu anjo, sinta-se abraçado
Pois olhe para a lua e se conforte
Já parou pra pensar que tudo isso foi mera sorte?

Tire da sua cabeça que você é tão diminuído
Siga seus instintos e batimentos cardíacos
Parecia tanto como uma flor renascendo no perigo

Seja qual for seu passado
Se veja sempre de frente pra estrada
Se tiver um mar no caminho, faça uma jangada

Não deixe se acostumar com esse desvio inaugurado
Suposto testamento conjunto de jazidas escavadas
Meu bem, eu te amo demais para ficar assim tão arrasada

Pois olhe para a lua e acredite que Deus estás contigo
Meu velho amigo, a fé é uma experiência que reina durante a vida
Apenas deixe a cura entrar em sua ferida

Senhor, porfavor, resgate todas nossas pérolas escondidas!
Senhor, porfavor, resgate todas nossas pérolas escondidas!
Senhor, porfavor, resgate todas nossas pérolas escondidas!



Amanda Britto Barrozo



quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Bem vindo ao lar dos afrodisíacos

Mudança de rumo
Estadia prolongada.
Bem diversificada, popularmente comentada
Sonhando alto com os anjos
Acampando em meu quintal
Não me fazendo sequer nenhum mal.

Há mil paraísos escondidos
E só uma chance despercebida
Bem vindo ao lar dos afrodisíacos
Mas não repare nos cacos de vidro
São apenas pedaços sem vida
Do nosso auto-retrato
Comumente comentado.

Use seus critérios
Mas nos pague sua dívida
Olhe bem para os quadros
As faces da injúria

Você não vê que estão mortos
E ainda são amados?

Você não vê que estão mortos
E ainda são amados?

Precisa-se de um pastor
Que saiba se misturar sem pudor
Fazer presses ao nosso Senhor
Que cuide dessa gente
Que precisa de amor

Precisa-se de um amigo
Que esteja sempre ao meu lado
Não só nos momentos em que apertamos um baseado
Gente mal-educada
Inconformada e parada
Não há leis que impeçam
De você ser um pouco ousado


Use seus critérios
Mas nos pague sua dívida
Olhe bem para os quadros
As faces da injúria

Você não vê que estão mortos
E ainda são amados?

Você não vê que estão mortos
E ainda são amados?

Bem vindo ao lar dos afrodisíacos
Senta aí que já vem
A ironia e o apetite sexual
Calma! Isso não vai lhe fazer nenhum mal.
Não temos instrução ou sequer um manual
Goze aqui com geral
Mesmo que seja assim... tão intelectual.



Amanda Britto Barrozo
Fora do conceito

Com que coerência posso lidar
Se nem o passado pode curar
Através de fotos que me fazem lembrar
Espontâneas são aquelas que me fazem chorar
Tempo perdido cheio de lembranças varridas
Jamais podem voltar
Mas pra que contar mentiras de devassidão escondida
Tentar fazer as pazes com o filho do cinismo
Se sempre me encontro às entranhas de um vestígio

Com que particularidade posso falar
Se abertos são os bares que me prendem à um só lugar
Preguiça visível, pressa pra se criar
Algo mais do que ibope e neurônios fora do lugar
Sem querer ti atrapalhar
Essa sou eu, não precisa me cuidar
Sem querer ti ofender
Essa sou eu, não precisa entender
Faz bem pra gente tentar crescer

Com que pacificidade posso encarar
Diante de seus males que podem me enterrar
"Não importa quem você seja mas o que há"
Não dá mas pra aceitar
Essa frase tão medíocre que os pais tem à ensinar
Me decepciona o simples olhar
Que as pessoas tem ao ver uma aparência
Fora do conceito de normalidade e "padrão-sócio-popular"

Sem querer ti atrapalhar
Essa sou eu, toda singular
Sem querer ti atrapalhar
Essa sou eu, não precisa fingir me amar
Faz bem pra gente tentar crescer
Aprender que nem todos são como você
Olhar ao redor e nunca se esquecer
De que você está aqui e não precisa se precaver
Aprender que tem coisas que não se curam com um beijo de mãe
Aprender que nem todos tem uma mãe.

Sem querer ti atrapalhar
Essa sou eu, toda singular
Sem querer ti atrapalhar
Essa sou eu, não precisa fingir me amar

Faz bem pra gente escolher
Qual a vida que não queres conhecer
Faz bem pra gente tentar crescer
Seguir adiante e não temer.

Sem querer ti atrapalhar
Essa sou eu, toda singular
Sem querer ti atrapalhar
Essa sou eu, não precisa fingir me amar


Amanda Britto Barrozo